Na sequência do meu ultimo post, e de toda a informação conhecida sobre este tema, trago-vos um post mais informativo mas com tudo o que precisam de saber sobre esta prática tão conhecida – o jejum intermitente. Falo também sobre a minha experiência com os jejuns que já realizei e como me senti.Espero que seja útil.

O que é o jejum intermitente?

Como o nome indica, o jejum intermitente é um regime alimentar onde se alterna períodos alimentares com períodos não alimentares.

Que períodos são esses?

vários tipos de jejum mas alguns dos mais conhecidos são:

16-8: Há uma janela alimentar de 8 horas mas nas 16h seguintes faz jejum, ou seja, não ingere nenhuma bebida ou alimento exceto água, chás sem açúcar/adoçante. Alguns jejuns permitem a ingestão de café – desde que sem açúcar e/ou adoçante, outros não. É importante ter uma janela alimenta saudável e equilibrada.

Fiz agora durante a quarentena 3/4 vezes e não me custou muito. Senti-me com mais energia depois de interromper o jejum e mais alerta, mais concentrada nas coisas que tinha para fazer – ao contrário do que pensava. Quando quebrava o jejum fazia sempre com uma refeição grande – o almoço – normalmente composta por sopa e um prato principal com uma proteina (peixe, carne ou tofu) e hidratos de carbono complexos (arroz, couscous…)

5/2: Em 2 dias alternados da semana consome-se menos de metade das calorias do que nos restantes 5 dias.

Opinião: Também me parece bastante interessante e acho que é algo que ja faço sem ter em mente que estou a fazer um tipo de “jejum” porque na verdade como. Ex: tenho um jantar onde como demais e abuso, se calhar no dia seguinte controlo-me e como as mesmas vezes ao dia mas em menor quantidade ou com menos hidratos de carbono. Lembrando sempre a importância de priveligiar alimentos sem rótulos: carne, peixe, legumes e frutas.

24h: Fica-se 24h sem comer durante 1-2 vezes por semana seguido de um dia de alimentação “normal”. O horário em que é realizado é indiferente – almoçando hoje só almoçariamos amanha à mesma hora. Mas também é possível fazer a um jantar de domingo e prolongar o jejum até ao jantar de segunda-feira, por exemplo. Normalmente ninguem começa por este tipo de jejum. Começa-se por 12h, seguido de 14h, 16h e 24h…

Opinião: Hei de experimentar mas acho que deve ser díficil. Quem sabe ficaria a dormir um dia inteiro para me aguentar  😅 mas acredito que seja uma questão de hábito. Este é dos jejuns que mais fala uma vez que é apenas a partir das 24h em jejum que o corpo entra em autofagia – já explico mais à frente.

Nestes últimos casos, obviamente ficar tantas horas sem comer vai levar a uma perda de peso mas não tanto pelos efeitos benéficos associados exclusivamente ao jejum mas por uma redução do numero de refeições e calorias ingeridas.

O que dizem os médicos?

Há várias opiniões, como em todos os temas. Mas os beneficios/maleficios do jejum não se falam apenas em termos de peso.

Há algumas pesquisas que indicam que o jejum ativa a autofagia – processo que remove as células danificadas e contribui para a renovação celular – e confesso que este ponto é o que mais me atraí no jejum. Pensar que posso estar a ajudar o meu corpo a eliminar as celúlas más e a criar novas celúlas faz-me sentir que posso influenciar a minha saúde, para além do exercício físico e da alimentação saudável 80% das vezes.

Em 2016, o cientista japonês Yoshinori Ohsumi venceu o Prémio Nobel de Medicina pelas pesquisas que conduziu e pelos dados que apurou sobre a autofagia que levaram a uma melhor compreensão de patologias como o Parkinson e certos tipos de demência.

“Certamente que os dados obtidos através de experiências realizadas em roedores sugerem que esse seria o caso”, disse David Rubinsztein, professor de neurogenética molecular da Universidade de Cambridge e do UK Dementia Research Institute.

“Há estudos em que se tem ativado o processo através de ferramentas genéticas, de medicamentos ou da prática de jejum, e nesses casos os animais tendem a viver mais tempo e a estar em melhor forma”.

“Por exemplo, nos roedores, são evidentes os efeitos do jejum no cérebro em apenas 24 horas, e em algumas áreas dos seus pequenos corpos, como o fígado. Mesmo sabendo que o jejum é benéfico, não sabemos exatamente, porém, quanto tempo os humanos precisariam de jejuar para ver os benefícios “, afirmou Rubinsztein.

12/05/18 POR LILIANA LOPES MONTEIRO – Noticias ao minuto

A MINHA OPINIÃO

Na minha opinião, não médica, o jejum intermitente (a partir das 16h) não é para toda a gente. Pode ser interessante se acompanhado por um nutricionista e em determinadas fases especificas da vida – ex. a seguir a períodos festivos, após um período de má alimentação, para perder uns kgs… mas não como estilo de vida. Não acredito em regimes extremistas e dietas restritivas durante longos períodos de tempo, não só por não serem sustentáveis a longo prazo como podem ter riscos se não forem acompanhados por um especialista – ex. desaparecimento da menstruação, falta de vitaminas que levam à queda do cabelo, problemas de pele, entre outros.

Para mim, a saúde está sempre em primeiro lugar e por isso adoro informar-me sobre estes temas e partilhar com vocês mas eu própria quando quero experimentar coisas novas ou saber a validade de certo tipo de “dieta”, informo-me sempre com quem sabe.

Posso partilhar com vocês que a minha nutricionista é a Mafalda Rodrigues Almeida há uns anos já. É uma pessoa extremamente informada e equilibrada mas lá está – o importante é terem alguém com quem se identifiquem e que vos informe com conhecimento.

Todos estes regimes alimentares devem ser acompanhados por um nutricionista porque nem toda a gente está apto a fazê-los sem riscos: grávidas, pessoas a amamenter e diabéticos.